Joaquim Leite desconversa sobre desmatamento na COP26 e volta a pedir ajuda de países ricos

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O ministro do Meio Ambiente deixou de comentar dados recordes de danos na Amazônia divulgados pelo Inpe e destacou que é preciso mais investimento internacional para a preservação florestal; Mourão comentou a pesquisa

WALLACE MARTINS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOMinistro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, volta a dizer no encerramento da Cop26 que países ricos precisam investir mais na preservação das florestas dos países em desenvolvimento

Nesta sexta-feira, 12, ao reunir a imprensa no encerramento da COP26, em Glasgow, na Escócia, o ministro do Meio Ambiente do Brasil, Joaquim Leite, disse que o financiamento dos países ricos para o enfrentamento da crise climática precisa ser robusto. Ele também falou que é preciso entender melhor os dados divulgadas na últimas sexta pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) que apontaram alta recorde de desmatamento no mês de outubro de 2021 na Amazônia. Ele acrescentou que esse é um desafio brasileiro, mas que, na Cop26, fala0se sobre desafios globais.

“Nós temos um desafio. O desmatamento é um desafio brasileiro, é um desafio global. Aqui, nesse momento, nós não estamos falando dos desafios de cada país. Nós estamos falando do desafio global de redução de emissões [de gases poluentes]. E, para isso, nós estamos mostrando um Brasil real em várias atividades. Nós não estamos fugindo do desafio que o Brasil tem. Assim que eu voltar para Brasília, eu vou falar com o ministro da Justiça, o Anderson, para tentar entender um pouco esses números. Eu não acompanhei esses números, eu soube que eles saíram hoje, mas a minha concentração aqui é completamente nas negociações. Faltam poucas horas. Se a gente puder e se der tudo certo, a gente consegue uma negociação ainda hoje, talvez amanhã, e seria um sucesso para o Brasil que a gente consiga pressionar os países ricos, desenvolvidos, a mais recursos, especialmente o mercado de carbono que, talvez, a gente consiga chegar num consenso nas próximas horas ou, no máximo, até amanhã, e aproveitar essa nova economia verde, baseada no mercado de carbono, que pode incentivar a uma saída, em relação ao desafio das florestas que o Brasil, não só o Brasil, a gente conversou com vários países aqui, que vários países têm todo o interesse, que o mercado de carbono surja e remunere quem protege florestas nativas ao redor do mundo. Esse é um desafio nosso e nós vamos atuar nessa direção durante as próximas horas”, afirmou o ministro do Meio Ambiente.

Quem também se manifestou sobre os dados recordes de desmatamento na Amazônia em outubro de 2021 foi o vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), que também é o Presidente do Conselho da Amazônia Legal. Mourão desconfia dos dados e diz que podem haver erros em relação a eles. “Entre 1º de janeiro e 31 de outubro, este ano está abaixo do ano passado, então se outubro foi acima, setembro, agosto, julho, junho foi abaixo. Simples, é uma questão de momento. E outra coisa, nós temos problemas nos nossos satélites, então tem hora que ele vê, tem hora que ele não vê, então em um mês aparece maior, em outro mês aparece menor, então por isso tem que ser o ciclo completo para ter a fotografia correta. O Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou que a Amazônia Legal teve uma área de 877 km² sob alerta de desmatamento, o que equivale a uma alta de 5% em relação a 2020, recorde para o mês de outubro nos últimos sete anos.

*Com informações do repórter Fernando Martins





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