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Alceu Valença é louco? Músico responde pergunta no Roda Viva

Posted By: luciomor On:



Alceu Valença participa do Roda Viva
Crédito: reprodução

Ao participar do programa da TV Cultura Roda Viva nesta segunda-feira (18), Alceu Valença mostrou toda a simpatia que lhe é característica ao responder uma pergunta inusitada da jornalista Roberta Martinelli de maneira bastante curiosa.

Ao ser perguntado sobre de onde vem a sua loucura, o cantor e compositor pernambucano relembrou sua cidade natal, São Bento do Una, e até mencionou os Beatles, Rolling Stones e Bob Dylan em sua explicação, afirmando ainda que Mick Jagger talvez não conseguisse cantar sua composição “Coração Bobo”.

Todo mundo tem um pouco de louco. Ser louco é ser criativo. O louco tem mais liberdade, o louco na criação não é obrigado absolutamente a seguir as coisas que são impostas. Por exemplo, se eu não fosse louco eu teria sido um sub Beatle, um sub Rolling Stones, e até um sub Bob Dylan. Eles são muito bons, grandes artistas, mas eu não tenho nada a ver com eles.

Eu faço a minha e digo assim brincando: ‘Mick Jagger anda em um cavalo puro sangue inglês e eu posso andar no meu jumento. Ele não consegue andar no meu jumento e eu no cavalo dele não saberia’. Só que tem o seguinte, eu duvido poder cantar melhor que ele o ‘I can’t get no satisfaction’; se eu chamar ele para cantar ‘Coração Bobo’, ele se perde total porque ele não vai ter o ritmo. Cada qual com sua classe e seu estilo de agradar.

“Tá lançado o desafio então pro Mick Jagger, se ele tiver assistindo,” completou Roberta, que apresenta o Cultura Livre. Confira o divertido trecho da entrevista ao final da matéria!

Alceu Valença foi entrevistado no Roda Viva

No programa comandado por Vera Magalhães, Alceu também revelou que caçoavam de seu sotaque no início da carreira, mas garantiu que nunca abandonou sua essência ao longo dos anos:

Eu sou de uma cidade chamada São Bento do Una. É no agreste meridional. É uma cidade onde eu consegui ouvir de maneira absolutamente natural a cultura do sertão profundo, que introjetou na minha cabeça o aboio, o cantar do violeiro, o coco, o baião, o xote, o xaxado. Tudo isso é a mesma cultura, um pouquinho diferente do Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.

Então, quando eu cheguei no Recife, ridicularizavam meu sotaque. Eu tinha nove anos, mais ou menos. As pessoas tinham uma raiva da música nordestina, do Luiz Gonzaga, e eu não. Nunca mudei o meu sotaque, continuo sendo, primeiro, de São Bento do Una, depois eu sou de Recife, onde eu morei, e depois virei cidadão do mundo.

Você pode assistir ao programa na íntegra clicando neste link!

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